terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O homem que plantou uma floresta sozinho


Numa ilha fluvial da Índia, acossada pela mudança climática, um exemplo heroico revela que é possível enfrentar desastres naturais
Por Ingrid Araújo, no Pensamento Verde

Dizem que um homem precisa fazer pelo menos uma das três coisas antes de morrer: ter um filho, escrever um livro ou plantar uma árvore. Jadav Payeng, morador de Assam, nordeste da Índia, pelo visto exagerou na terceira opção. Durante 30 anos o indiano plantou o equivalente a 540 hectares ou 800 campos de futebol oficiais, na Ilha de Majuli, no leito do rio Brahmaputra.
A ilha fluvial já sofreu erosões no solo arenoso e 70% dela já ficaram alagados devido aos impactos do aquecimento global que afetaram o rio Brahmaputra. Desde 1979 Payeng se preocupava com a precariedade da Ilha e desde então buscava soluções e apoio do governo local para evitar as enchentes e, principalmente, poupar a vida dos animais.”As cobras morreram no calor, sem qualquer cobertura arbórea. Alertei o departamento florestal e perguntei se eles poderiam plantar árvores lá”, relata o indiano.
A única solução encontrada pelas as autoridades era a de plantar bambu. Sem muito sucesso, Payeng disse que chorou debruçado sobre os animais mortos ao ver as tragédias. “Não havia ninguém para me ajudar. Ninguém estava interessado”, desabafa Payeng. O indiano não se conformou e logo procurou alguma alternativa para transformar a situação.
Payeng começou a cuidar dafloresta sozinho plantando árvores e vivendo por muito tempo naquelebanco de areia até a vegetação crescer e dar forma a floresta de “Molai Khatoni”. Desde os 16 anos, Payeng cuida da ilha, certa vez ele relatou a um jornal indiano que precisou trazer para a ilha algumas formigas vermelhas e outros animais que serviriam de alimento para conservar a vida da fauna local. “Depois de 12 anos, vimos urubus. As aves migratórias, também, começaram a afluir aqui. Cervos e gado atraíram predadores”, afirmou Payeng.
Para Payeng, a natureza tem uma próspera cadeia alimentar e por isso deve ser protegida pelos seres humanos. A história de Payeng é tão impactante que foi tema de um documentário sobre preservação da natureza. Veja o trailler da história contada pelo diretor Will MacMaster:


Pacto Nacional pela Redução de Acidentes

Acesse o link para conhecer a nova campanha do Parada:
http://www.paradapelavida.com.br/campanhas/campanha-carnaval-2014-2/

Att,

25/02/2014 às 16:23

ENTREVISTA: Marco Civil da Internet não pode ser confundido com censura

Escrito por: Participatório da Juventude
Fonte: Participatório da Juventude

Marco Civil da Internet (PL 2126/11) ainda não foi aprovado. O projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados desde outubro de 2013 estabelece uma série de princípios, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. Na última quarta (19/02), mais uma vez não houve acordo durante a votação. A previsão é que uma nova sessão sobre o tema aconteça após o Carnaval. Em entrevista ao Participatório da Juventude, o coordenador geral de novas mídias da Secretaria Nacional de Articulação Social (SNAS), Ricardo Poppi, esclarece os pontos considerados polêmicos do texto do documento, fazendo uma análise global do momento que o Brasil vive hoje.
O projeto de relatoria do Deputado Alessandro Molon (PT) é pioneiro na democratização das comunicações no Brasil. O texto da Lei foi construído coletivamente pela sociedade civil e diversas instituições. O Marco pode tornar o País uma referência no uso saudável da internet a partir de regulamentação. Entretanto, muitos ainda vêem a “Constituição da Internet” como algo que pode cercear a liberdade de expressão e colocar a internet a serviço do governo e de grandes corporações. Está estabelecido um jogo de interesses entre diversas forças devido à complexidade de pautas como “privacidade” e “neutralidade da rede”. 
PARTICIPATÓRIO - Existe algum outro país com internet regulamentada ou o Brasil pode se tornar uma referência com o Marco Civil da Internet?
POPPI - Esse tipo de regulamentação com a amplitude do Marco Civil da Internet é completamente novo para o mundo. O Brasil inova enquanto abrangência de conteúdos no texto da lei e também pela forma participativa com que a proposta do Marco Civil foi construída. Existem países que colocam a internet como direito humano na Constituição, em outros países há níveis diversos de regulamentação. O que diferencia do Brasil é em relação à amplitude e o método de construção, tanto que o Marco Civil está sendo chamado popularmente como “Constituição da Internet”.
PARTICIPATÓRIO – O Marco Civil pode afetar princípios como a privacidade dos usuários?
POPPI - O Marco Civil regulamenta práticas que já existem. Hoje há uma prática onde é possível requisitar dados de conexão de usuários sem ordem judicial. Com a Lei isso vai mudar, ou seja, melhora a privacidade. Por outro lado os ativistas estão criticando muito o artigo 16, que estabelece que o provedor deve guardar os de dados de navegação por seis meses. Muitos comparam esse artigo com as ações da National Security Agency (NSA) nos Estados Unidos. Isso talvez seja um exagero, mas o ponto é polêmico porque há provedores que não guardam os dados de navegação. Então, quem não guarda passa a ser obrigado a guardar. Na verdade, dentro do jogo democrático, as forças de segurança pública querem ter acesso aos dados para investigação de crimes, por exemplo. É difícil mesmo sopesar todos esses interesses e necessidades.
PARTICIPATÓRIO - Todas as empresas provedoras de internet passarão a ser responsáveis judiciais pelo conteúdo demandado e divulgado por qualquer usuário em território brasileiro?
POPPI - Não. Os provedores deixam de ter a responsabilidade sobre o conteúdo publicado pelos usuários. Portanto, os provedores não poderão retirar um conteúdo simplesmente porque uma grande corporação exigiu. Vai ser preciso uma ordem judicial para que o conteúdo seja removido. Esse é um ponto bem positivo do projeto.
PARTICIPATÓRIO - Como o conceito de “neutralidade da rede” está sendo pensado dentro do Marco Civil da Internet? Haverá diferença de velocidade e de preços dependendo dos tipos de conteúdos acessados pelos usuários?
POPPI – O princípio da neutralidade significa que todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, com a mesma velocidade. Mas existem exceções quanto aos aspectos técnicos ou serviços de emergência. E são essas exceções que os ativistas temem. Por exemplo, se houver um serviço de telemedicina que precise ser urgente, ele vai ser priorizado. O texto exige que os provedores devam agir com proporcionalidade, informando aos usuários os serviços que está priorizando e os seus motivos. Atualmente é possível que muitas operadoras boicotem determinados serviços, reduzindo ou aumentando a velocidade de dados conforme os seus vínculos empresariais. Isso vai acabar, pois o projeto define a neutralidade da rede como obrigação.
PARTICIPATÓRIO - Hoje a internet no Brasil é de uso completamente livre e democrático. Como a liberdade do usuário continuará sendo exercida mesmo diante de uma regulação governamental?
POPPI - É importante que a sociedade civil compreenda que a regulação da internet também vem para proteger os princípios da rede, aquilo que já existe. O usuário continua com sua liberdade de expressão garantida.
PARTICIPATÓRIO - Por que é tão comum ouvirmos usuários afirmarem que o Marco Civil é uma forma de censura, de controle governamental e corporativista?
POPPI - A internet é um ambiente historicamente fundado pelas comunidades de software livre e comunidades acadêmicas. Os governos chegaram depois. Por mais que o projeto inicial tenha sido financiado pelo governo americano, a liberdade de criar sempre foi das universidades, dos pesquisadores. Então existe um temor muito grande de que, muitas vezes for falta de compreensão, algumas posições dos Governos e das Empresas possam desfigurar o caráter original da internet. Mas como já falei, nesse caso a regulamentação vem para proteger e reafirmar os aspectos fundamentais da Internet.
PARTICIPATÓRIO - É possível dizer que a regulamentação da internet é um avanço para a democracia brasileira?
POPPI - Atualmente, ninguém pode garantir que uma força autoritária venha a desfigurar os princípios da rede. A regulação tem que ser vista por todos como uma forma de proteger a internet de forças privadas que possam desfigurar esses princípios. É uma defesa bem clara do Marco Civil. Não dá para fazer um julgamento completo apenas olhando para uma ou outra questão do texto da Lei e dizer que a Lei inteira não é positiva para a sociedade. Alguns pontos são frutos de uma correlação de forças da nossa democracia. Mas o Marco Civil da Internet é sim uma referência para o mundo.
Leia o texto da Lei na íntegra!
O Participatório da Juventude tem uma comunidade de discussão sobre o Marco Civil da Internet. Participe!
Fonte da imagem: Gabinete Digital (RS)
Participatório da Juventude
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Prefeitura realiza diariamente doações de mudas de árvores no Viveiro Municipal

Pensando na arborização da cidade, a Prefeitura Municipal de Xinguara, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (Semmatur), mantém um viveiro com diversas espécies que são doadas à população. Além do paisagismo na cidade, o viveiro também contribui com o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente (APP).
Entre as espécies encontradas no viveiro estão os ipês, pata de vaca, açaí, cupuaçu, jambo, Paricá, Pau Preto, Rosa negra, oiti, amarelão, entre outras.
Para ter acesso às mudas produzidas pela Semmatur, a população pode ir até o Viveiro Municipal, que fica localizado no Centro Integrado da Administração Pública Municipal (Ciapam).O atendimento ao público é feito da segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.
O quantitativo de mudas por pessoa é variável, pois depende do local e função do plantio, sendo estes critérios analisados caso a caso. Cada muda doada é acompanhada de uma ficha técnica de cadastro, onde devem constar os dados da pessoa responsável e o endereço. O interessado deve informar o local do plantio e será orientado por técnicos sobre a forma adequada. Só no ano passado foram realizadas cerca de 11.000 doações que contribuiram para a arborização da nossa cidade e reflorestamento de áreas degradadas.
“Uma vez feita à distribuição de mudas as pessoas devem assumir o compromisso de plantar e zelar contribuindo com a restauração do meio ambiente” afirmou a secretaria de Meio Ambiente e Turismo, Tatiana Cossetin.


Ascom/Mayrla Lima

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pará recebe visita da Organização Mundial de Saúde Animal

  Representantes da Organização Mundial de Saúde Animal, OIE, estão no Brasil a fim de fazer uma avaliação no serviço veterinário em 15 estados brasileiros, entre eles, o Pará, que atingiu ano passado a certificação pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de livre de Febre Aftosa com vacinação. O ciclo de visitas, que começou pela região Norte, nos estados de Roraima e Amazonas, cumpre etapa de análise no Pará desde o dia 16, data que seguiu para o município de Soure, em visita a fazendas de produção bubalina e do queijo artesanal do Marajó.
  Cumprindo roteiro oficial, integrantes da auditoria, que também assumirá a função de observatório para ampliação do status da área de livre de aftosa com vacinação para futura certificação internacional, estiveram reunidos na manhã desta segunda feira, 17, no auditório da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) com representantes do Mapa, diretores, veterinários paraenses e técnicos da Adepará.
  O diretor geral em exercício da Adepará, Sávio Freire, realizou apresentação com informações acerca de ações e estudos realizados por técnicos da defesa animal no Estado; fez uma avaliação da eficiência vacinal, do monitoramento da defesa agropecuária e transmitiu considerações sobre o estudo de prevalência da Brucelose e Tuberculose. Freire apresentou ainda aos representantes da OIE, quantitativos oficiais da Adepará.
  Hélio Vilela, do Departamento de Saúde Animal do Ministério de Agricultura informou que entre os objetivos da visita da OIE destaca-se a análise dos serviços veterinários nos países que integram o Mercado Comum do Sul – Mercosul -, além do Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia receberão os visitantes.
Vilela explicou que este momento agregará informações da defesa animal e acerca da atuação dos veterinários do Estado em um relatório nacional. Segundo Vilela, todas as amostragens funcionarão como ferramentas de gestão para melhoraria dos serviços veterinários.
  “O serviço veterinário brasileiro é muito bem visto tanto internacionalmente como pela própria OIE. O rebanho do Brasil é grande e os olhos do mundo estão voltados para os estados brasileiros. Sem dúvida é um serviço respeitado”, ressaltou o representante do Mapa, que informou que as próximas etapas serão cumpridas nos estados do Maranhão, Paraná e Santa Catarina - Christina Hayne- Ascom



Secretaria de Educação tem as contas do FUNDEB e FME aprovadas
A Secretaria Municipal de Educação teve suas contas do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e do FME (Fundo Municipal de Educação) referente ao ano de 2013 aprovadas.
As contas foram avaliadas pelos conselhos de acompanhamento e controle social. De acordo com o secretário,Vilmones da Silva,a educação do município tem avançado devido ao comprometimento da administração municipal, assim como de todos os servidores da educação.  “Agradecemos a participação da sociedade em monitorar o uso do dinheiro público e reiteramos nosso compromisso com a transparência quanto aos gastos púbicos” declarou o secretário, Vilmones da Silva.
Mayrla Lima/ Ascom PMX




Prefeitura de Xinguara avança com mas obras de moradias populares

As obras de construção de 24 casas populares, da primeira etapa do programa "Minha Casa, Minha Vida", estão a todo vapor. As unidades habitacionais estão sendo construídasatravés da parceria entre a Prefeitura Municipal de Xinguara, por meio da Secretaria da Cidade e o Governo Federal.

Ao todo o programa habitacional, Xinguara I e II, prevê a construção de 100 unidades habitacionais, dividido por etapas, as 24 primeiras unidades já estão em andamento 12 na fase de cobertura e reboco. Com a conclusão da primeira etapa, será realizado um novo planejamento para avançar com mais 24 unidades.“A previsão é que no mês de abril, pelo menos parte das 24 unidades em construção seja entregue aos moradores” afirmou Eduardo Santos, representante da Orion Engenharia.
Sonho realizado
Com as casas ganhando forma, aumenta a expectativa das famílias contempladas. A aposentada,Maria Dias Rodrigues,diz não acreditar que a nova casa já estar erguida. “Estou ansiosa para entrar na minha casa nova, sei que agora está perto de realizar meu sonho”, disse a aposentada.

Flaukia de Moraes, também faz parte do grupo dos primeiros 24 beneficiados, ela afirma que por muitos anos vinha batalhando para construir a casa própria. “Moramos em uma casa de madeira, sempre trabalhei pensando em construir uma casa de alvenaria. As paredes erguidas representam o respeito da administração municipal ao direito de uma moradia digna.”, declarou a beneficiária.
As obras estão sendo acompanhadas pelo Conselho de Habitação, de acordo com o presidente, Floriano Dias de Lima, o período chuvoso e a falta de mão de obra tem dificultado as construções. “Esses dois fatores tem ocasionado problemas para cumprir o cronograma, porém já estamos avançando. Nosso conselho tem atuado para contribuir com o bom funcionamento das obras” disse o presidente.
Mais Moradias
Para reduzir o déficit habitacional do município assim como ofertar moradia digna, o prefeito, Osvaldinho Assunção, buscou parcerias com o governo federal e estadual trazendo para o município programas que vão contribuir na oferta da casa própria.
Nos próximos dias, 50 famílias beneficiadas com o programa “Cheque Moradia”, da parceria entre Prefeitura de Xinguara e Governo Estadual vão iniciar a construção ou reforma de suas casas.  A prefeitura também já entregou à Caixa Econômica Federal, o projeto para construção de 500 unidades habitacionais do setor universitário, que esta em fase de análise para liberação dos recursos. Já na zona rural 150 famílias dos Distritos São José, Rio Vermelho e São Francisco, serão beneficiadas pelo Programa de Habitação Rural (PNHR),os vereadores Antônio Benigno e Elieth em parceria com a Prefeitura de Xinguara estão à frente na implantação do programa.
“É um grande avanço, uma grande conquista. Não podemos perder as oportunidades que as parcerias com o governo federal e estadual propiciam. Podemos dizer que temos hoje o um programa habitacional que vai mudar a história de nossa cidade”, avalia Osvaldinho Assunção, prefeito.
Mayrla Lima/ Ascom PMX


           ECONOMIA SOLIDARIA
 NO PARÁ (REALIDADE & DESAFIOS)
CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS.

        Os Gestores públicos, Agentes e Empreendedores da economia solidaria inicia uma grande mobilização em todo estado para realização das conferencias municipais  de economia solidaria.

 Dezenas de municípios já visualizam possíveis datas para realizar suas conferencias no mês de Abril em cumprimento a resolução do Conselho Nacional. Com grandes desafios a ser enfrentados; podemos destacar a elaboração dos planos municipais e estadual de economia solidaria; que terão em seu bojo as diretrizes e apontamento dos caminhos e desenvolvimento da economia solidaria (com diretrizes locais) e ao mesmo tempo elencará as proposições que fomentarão a elaboração do plano nacional de economia solidaria conforme resolução do conselho nacional de economia solidaria.


“REGULAMENTO GERAL DA III CONAES

I – OBJETIVOS DA III CONAES

1. Realizar um balanço sobre os avanços, limites e desafios da Economia Solidária considerando as
deliberações das Conferências Nacionais de Economia Solidária;
2. Promover o debate sobre o processo de integração das ações de apoio à economia solidária fomentadas
pelos governos e pela sociedade civil;
3. Elaborar planos municipais, territoriais e estaduais de economia solidária; e
4. Elaborar um Plano Nacional de Economia Solidária contendo visão de futuro, diagnóstico, eixos
estratégicos de ação; programas e projetos estratégicos e modelo de gestão para o fortalecimento da
economia solidária no país.
 (Texto da resolução do Conselho Nacional)
   
Conforme organização Canaã dos Carajás realizará sua Conferencia dia 20 de março, Xinguara poderá realizar a sua conferencia dia 12 de Abril.
Informações: Claudio Elias Marques
Pedagogo, Educador Popular,  
Gestor Social e Politicas Publicas.                                  Reportagem: Juarez Queiroz
XINGUARA-PA


 
Tela exposta na Fecom'Arte - (Feira de Economia Solidaria Xinguara - Pará

escultor de Conceição do Araguaia -Pará

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ministro da Justiça participa do Colégio de Segurança em Aracaju

Alinhar as políticas públicas de segurança. Esse é o objetivo 53° reunião ordinária do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) realizado em Aracaju. O governador Jackson Barreto participou da abertura do evento, na noite desta quinta-feira, 13, e defendeu a integração das políticas de segurança pública.

Autoridades e secretários de segurança de todo o Nordeste participaram do evento. Estiveram presentes também o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, da 
secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves. Durante a solenidade, o ministro José Eduardo defendeu a integração dos órgãos de segurança de todo o País. “Os secretários de segurança e o Ministério da Justiça têm que trabalhar juntos, independente de política partidária, para enfrentarmos o desafio que aflige a população: a violência. As razões que me fazem estar aqui, além do trabalho deste Colégio, se deve ao momento que estamos vivendo. Temos eventos importantes para sediar, temos um pleito eleitoral e não podemos nos dar ao luxo de estarmos desagregados”, afirmou.

José Eduardo falou ainda 
sobre um projeto de lei que traça normas de segurança para manifestações. “Lutamos pela democracia e não podemos aceitar que pessoas, com interesses outros, usem uma manifestação democrática para provocar atos de violência, para matar. Temos que agir com serenidade, com eficiência, voltados para o interesse público e para isso, temos que estar juntos. Temos que trabalhar na garantia do direito. O Governo Federal pretende apresentar um projeto de lei que garanta a segurança nas manifestações e nós queremos ouvir os secretários de segurança publica sem transformar o assunto numa disputa político partidária. Estou aqui para fazer um chamamento para combater a violência e garantir a liberdade democrática das manifestações”


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Direito a informação:
Ministério Público solicita da Prefeitura de Xinguara adequação de espaço público
A Prefeitura Municipal de Xinguara, em nome do prefeito, Osvaldo de Oliveira Assunção Júnior, recebeu na manhã desta terça-feira(11), um ofício de recomendação encaminhado pelo Ministério Público, onde o mesmo solicita a readequação de espaços públicos utilizados como estabelecimentos de bares e serestas.
De acordo com o documento, o promotor de justiça, Renato Belini, recomenda que sejam reavaliadas as concessões, e principalmente, permissões de uso, dos seguintes estabelecimentos: Degraus, localizado na Av.Xingu; o estabelecimento “Escritório Beer, localizado na Av. Brasil, assim como o “Fim de Tarde”, na Rua Francisco Caldeira Castelo Branco.Diante da solicitação os proprietários dos estabelecimentos citados devem apresentar documentos de regularização do espaço, sendo sujeito ao fechamento caso a documentação não seja apresentada ou haja irregularidades nos mesmo.
No documento, o promotor ainda expõeum levantamento realizado pelo 17º Batalhão de Polícia Militar de Xinguara, onde aponta um aumento exponencial de violência e práticas criminosas em espaços públicos cedidos à bares.  Além de irregularidadesque levam a cessar as atividades exercidas nos locais citados.
De acordo com o Ministério Público, A Prefeitura deverá cumprir as recomendações em um prazo de 30 dias.

Mayrla Lima / Ascom PMX


                                               oficio


Confirmado: Xinguara terá carnaval em grande estilo

Pela primeira vez, a Prefeitura de Xinguara dá um passo concreto para a organização do seu carnaval de rua.A festa organizada pelo Departamento de Cultura, conta com o envolvimento de equipes de várias secretarias entre elas Desenvolvimento Econômico, Obras, Saúde, Educação e Saaex.
Conforme projeto apresentado emreunião realizada na manhã da sexta-feira (7), pela comissão de organização, o carnaval de Xinguara, denominado de Xinfolia, vai ser realizado de 1 a 4 de março,serão quatro bandas, que prometem animar o público, com um show por noite.  A programação conta também com apresentações de blocos de rua.
Os shows irão ser realizados na Praça Vitória Régia, Centro, no local será montada uma estrutura de palco, luz e som.  Um espaço para praça de alimentação, e ainda um stand da secretaria de saúde para distribuição de preservativos.
Além da parceria com a polícia militar a segurança também será reforça. Já o Departamento Municipal de Trânsito (DMT), se encarregará de organizar o tráfego durante os dias de festa.
De acordo com o prefeito em exercício, Raimundo Moto-táxi, o carnaval desse ano também tem como objetivo inserir Xinguara no roteiro carnavalesco do Sul do Pará. “Sabemos que Xinguara não possui uma tradição em festa de carnaval. Porém, acreditamos que estamos dando o primeiro passo, pois o carnaval está sendo organizado com muita dedicação” disse Raimundo.
Blocos de Rua
Outra novidade é a premiação aos blocos que participarem do carnaval.  Os blocos vencedores irão ganhar uma premiação no valor total deR$ 5 mil,ficando R$ 4mil para o primeiro colocado e R$ 1 mil para o segundo. Entre os critérios de avaliação estão:organização, animação, música e rainha do bloco.
Para participar e concorrer no desfile, os interessados devem fazer a inscrição até 20 de fevereiro, na Casa da Cultura, localizada na Galeria do Bosque, situada na Av. Francisco Castelo Branco, Centro.
“Sei que aqui temos muita gente criativa que vai contribuir para deixar o carnaval de Xinguara ainda mais bonito. Por isso, estamos esperando que as comissões dos blocos nos procurem” afirmou Marco Antônio, diretor do Departamento de Cultura.

Mayrla Lima/Ascom PMX


Nota do Blog: O Xinfolia foi realizado a primeira edição em 2005.
Depois a prefeitura deixou de realizar, passado a ter atividades carnavalescas realizado por festeiros da cidade. Outras atividades foram realizadas pela prefeitura sem  o desfile de rua.   


Produção, utilização, descarte e reciclagem do PET no Brasil, Artigo de Antonio Silvio Hendges

[EcoDebate] O politereftalato de etileno ou PET é o resultado da reação entre o ácido tereftálico (ácido 1,4-benzoldicarboxílico, C6H4(COOH)2, para-dicarboxil-benzeno) e o etileno glicol (etano 1, 2-diol, HOCH2CH2OH) que formam um polímero termoplástico, ou seja, que pode ser reprocessado diversas vezes através do mesmo ou outros processos. Foi desenvolvido em 1941 pelos ingleses Whinfield e Dickson e seu principal uso é em embalagens e fibras para tecelagem. A popularização dos produtos embalados em PET, principalmente bebidas, aconteceu a partir dos anos 70 do Século XX e as primeiras ações de reciclagem aconteceram no EUA e Canadá na década seguinte.
No Brasil, o uso do PET iniciou em 1988 em substituição às garrafas, litros, garrafões e outras embalagens de vidro que eram utilizadas pelas indústrias de bebidas e alimentos. As vantagens imediatas para estas indústrias foram a substituição das embalagens retornáveis e que necessitavam de sistemas de logística reversa por outras descartáveis, sem retorno, mais baratas, versáteis e sem necessidade de manutenção e reposição das perdas. Para os consumidores, a praticidade do descarte imediato após o consumo, sem necessidade de guardar e devolver na próxima compra.
A produção brasileira de PET em 2012 foi de 562 mil toneladas, sendo 59% – 331 mil toneladas recicladas. Esta é uma média superior aos EUA e semelhante aos países europeus, onde a reciclagem é mais profissionalizada. O principal consumidor do PET reciclado no Brasil é a indústria têxtil com 38,2%, as indústrias de resinas insaturadas e alquídicas com 23,9% e embalagens com 18,3%. Na indústria têxtil, o PET é utilizado na fabricação de roupas, travesseiros, mantas, edredons, bichos de pelúcia, carpetes, tapetes e materiais esportivos. Das resinas são produzidas vassouras, cordas de varal, caixas d’água, piscinas, torneiras, tubos e conexões, pias, bancadas e fitas adesivas. A indústria automobilística também utiliza estas resinas na fabricação de revestimentos, pára-choques, elementos aerodinâmicos, bancos em transportes coletivos, carenagens, além da sinalização viária de rodovias e ferrovias como placas, luminosos e indicadores de direção. Os telefones celulares e outros produtos eletrônicos também possuem PET reciclado em suas estruturas.
Em relação às embalagens, é esperado para os próximos anos um aumento significativo na utilização do PET reciclado nas embalagens de alimentos, bebidas e produtos de limpeza. Este segmento ainda está em expansão porque a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a sua utilização em marco/2008 como consequência de novas tecnologias – Super Clean e Bottle to Bottle – capazes de descontaminar o PET pós consumo reciclado – PET-PCR, independente de seu uso anterior e dos sistemas de coleta utilizados. As indústrias e seus produtos embalados neste material também devem cumprir vários requisitos como estarem registrados e autorizados pela Anvisa, comprovar o controle dos processos e da qualidade, permitir a rastreabilidade e incluir a expressão PET-PCR nas embalagens. Esta autorização da Anvisa está de acordo com a regulamentação técnica do Mercosul sobre o PET-PCR.
É fundamental diferenciar a reciclagem do PET e a transformação em matéria prima para as diversas indústrias, da reutilização para outros fins como a confecção de brinquedos, vasos para plantas, móveis, bijuterias, decorações e outros produtos confeccionados com sobras ou partes de embalagens. O procedimento adequado para os resíduos de PET é a sua destinação para a reciclagem, somente desta forma é possível diminuir a pressão sobre os recursos naturais, no caso o petróleo do qual o PET é originário e evitar seu acúmulo em locais inadequados. Além disso, esta substância tem um ciclo de vida de mais de 100 anos e por este motivo os produtos artesanais não são aconselháveis como forma de reutilização, voltando rapidamente ao meio ambiente, muitas vezes fragmentados e/ou misturados com outras substâncias, dificultando uma destinação adequada.
Para saber mais:


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Reduzir a população de bovinos para combater o desmatamento e o aquecimento global, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Publicado em fevereiro 7, 2014

[EcoDebate] Quase 70 bilhões de animais terrestres são mortos todos os anos para alimentar os cerca de 7 bilhões de seres humanos. São cerca de 10 animais mortos, anualmente, para cada pessoa.
Segundo a FAO, a criação de animais domesticados, no mundo, a serviço do apetite do homo sapiens, atinge cerca de 200 milhões de búfalos, 800 milhões de cabritos, 1 bilhão de porcos, 1,1 bilhão de ovelhas, 1,45 bilhão de bovinos e dezenas de bilhões de galinhas. A pecuária ocupa 26% da superfície terrestre global. O Brasil tem o maior rebanho bovino do mundo, com cerca de 215 milhões de cabeças (mais gado do que gente).
O impacto da população de ruminantes, especialmente bovinos, sobre o meio ambiente é muito grande. O metano liberado a partir dos sistemas digestivos dos animais criados pela pecuária é responsável por 14,5% de todos os gases de efeito estufa emitidos pelas atividades antrópicas. O gás metano é cerca de 30 vezes mais potente que o efeito do dióxido de carbono no aquecimento do planeta (um boi gera 58 quilos de metano por ano).
O consumo anual médio per capita de carne no mundo desenvolvido foi de cerca de 80 quilos em 2012 e está projetado para crescer para 89 quilos em 2030. Enquanto isso, no mundo em desenvolvimento foi de 32 quilos em 2012, projetado para crescer para 37 em 2030. Se gasta 15 mil litros de água para produzir um quilo de carne. Além de ser ruim para o meio ambiente, o consumo de carne também afeta a saúde humana.
Segundo um estudo feito na Universidade da Califórnia, publicado no periódico JAMA Internal Medicine, as pessoas que não comem carne têm mais chances de ter uma vida longa, se comparadas com aquelas que têm uma dieta “carnívora”. O trabalho envolveu mais de 73 mil participantes, reunidos entre 2002 e 2007 e acompanhados pelo período de quase seis anos.
Um novo estudo da Clínica de Cleveland (EUA ) diz que uma substância química encontrada na carne vermelha é ruim para o coração. Segundo os pesquisadores, a carnitina é processada por bactérias no intestino, dando início a uma cadeia de eventos que resultam em altos níveis de colesterol e no aumento do risco de doenças cardíacas. Reportagem do jornal O Globo (30/01/2014) mostra que quase metade da carne bovina produzida no Brasil está fora do alcance da fiscalização do Ministério da Agricultura (Mapa) e não tem o Certificado de Inspeção Federal (CIF). Todo o controle de resíduos do uso de antibióticos, vermífugos e hormônios (que são proibidos no país) nos rebanhos cabe a órgãos municipais e estaduais, que geralmente não dispõem de meios adequados para a função.
No Reino Unido, o governo não recomenda comer mais do que 70g de carne vermelha ou processada por dia. Por tudo isto, cresce o movimento do Meatless day (pelo menos um dia sem carne na semana). Um dia sem comer carne é bom para a saúde e pode ajudar a combater o aquecimento global. Uma das campanhas de maior impacto é o Meatless Monday (“Segunda sem Carne”), movimento que surgiu nos Estados Unidos em 2003 e tem se espalhado ao redor do mundo.
O economista Nicholas Stern já defendeu comer menos carne para combater o aquecimento global. Estudo publicado pela revista Nature Climate Change propõe a redução da emissão de metano empurrando para cima o preço da carne através de um regime fiscal ou comércio de emissões. O aumento de impostos sobre a carne poderia reduzir o consumo pois “uma mudança na dieta em grande escala não vai acontecer voluntariamente , sem incentivos”. O professor de solos e mudança global na Universidade de Aberdeen, Pete Smith, um dos autores do estudo, disse: “Uma das maneiras mais eficazes para reduzir o metano é reduzir as populações globais de ruminantes, especialmente bovinos”.
No Brasil a pecuária bovina é usada, dentre outras coisas, para ocupar áreas que são desmatadas visando a comercialização e a valorização da terra. Gado, desmatamento e especulação de terras andam juntas. Reportagem publicado no Portal Ecodebate mostra que o rebanho bovino da Amazônia Legal cresceu 140% e passou de 26,6 milhões para 64 milhões de cabeças, entre 1990 e 2003, constituindo-se no principal fator de desmatamento. A violência e os homicídios também costumam acompanhar este processo. As plantações de soja também ocupam áreas desmatadas e já existem projetos no Congresso Nacional tentando legalizar a plantação de cana nas áreas em que a floresta foi destruida. Ou seja, primeiro se desmata para vender as madeiras e depois se ocupa os terrenos para as atividades antrópicas e a monetarização do território transformado em lucro e especulação. Por isto tem gente que diz que o Brail precisa de menos Friboi e mais “free boi”.
Mas a redução da população de bovinos e ruminantes domesticados não tem razões apenas econômicas. Há também uma questão ética e de respeito aos animais. Siddartha Gautama, o Buda, que viveu há cerca de 2500 anos atrás, praticava uma dieta vegetariana e defendia o direito à vida dos animais. Diversas outras personalidades da história também criticaram a matança de animais sencientes em função da alimentação humana. O veganismo defende o fim da exploração e do abuso dos animais por convicções éticas. O vegano não aceita a utilização de animais para alimentação, apropriação, trabalho, vivissecção, confinamento, nem outros usos da vida animal pelo ser humano
Portanto, reduzir a população de bovinos e demais ruminantes é uma forma de combater a escravidão animal e um meio de diminuir o desmatamento e o aquecimento global. Com mais espaços livres das atividades antrópicas, o mundo pode avançar com o processo de reselvagerização da flora e da fauna, livres do utilitarismo e do domínio onipresente de uma única espécie invasora, egoísta e espaçosa.
Referências:

WILLIAM J. RIPPLE et al. Ruminants, climate change and climate policy, Nature Climate Change 4, 2–5 (2014) doi:10.1038/nclimate2081, 20 December 2013