quinta-feira, 29 de janeiro de 2015



Um alerta emitido nesta quinta-feira pelo Boletim de Cientistas Atômicos (BAS), adiantou o simbólico relógio do fim do mundo em dois minutos. O feito diz respeito à proximidade do fim da humanidade.
Agora, marcando três minutos para a meia-noite, o relógio demonstra que a situação atual da população mundial é crítica, comparada à 1984. Na ocasião, existia um grave conflito entre os EUA e a União Soviética, crescendo temores de uma possível guerra nuclear.

A principal ameaça desta vez está ligada ao clima.
Segundo Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS, a probabilidade de uma catástrofe global é extremamente alta. As ações para redução dos riscos devem ser tomadas urgentemente.
“As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora falta três para meia-noite”, informou.
Um alerta emitido nesta quinta-feira (22) adiantou relógio do fim do mundo em dois minutos. O feito diz respeito à proximidade do fim da humanidade.
Segundo Kennette, a emissão de dióxido de carbono aliada a outros gases têm transformado o clima do planeta de forma extremamente perigosa, deixando milhões de pessoas vulneráveis ao aumento do nível do mar e a outras tragédias ligadas ao clima.
O BAS fez duras críticas aos líderes globais, alegando que eles “falharam” na forma e velocidade como agiram para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe.
Outro ponto tocado pelos cientistas foi em relação à modernização dos arsenais nucleares, principalmente dos EUA e Rússia. Segundo eles, o movimento ideal seria a redução de investimentos nesse setor.
Segundo estimativas, existem cerca de 16.300 armas atômicas no mundo, sendo que apenas cem delas seriam suficientes para causar danos de longo prazo na atmosfera terrestre.
A organização pediu que as lideranças globais assumissem o compromisso de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, além de reduzirem os gastos com armamentos nucleares.
Kenette completou afirmando que ainda há tempo para que algo seja feito: “Não dizemos que é tarde demais, mas a janela para que as ações sejam tomadas está se fechando rapidamente. O mundo precisa acordar de sua atual letargia. Acreditamos que adiantar o relógio pode inspirar mudanças que ajudem nesse processo”.
No Brasil, diversas localidades sofrem com as mudanças climáticas, principalmente pela falta de chuva. O efeito é sentido pela população com a falta d’água em diversos municípios nos grandes centros e interior de estados como São Paulo e Minas Gerais.
O último ajuste do relógio ocorreu em 2012. Na ocasião ele foi modificado marcando 23h55.
Fonte: 
Metro

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

São Paulo pode virar sertão!

Sabesp pode adotar rodízio de cinco dias sem água por semana

Publicado em janeiro 28, 2015 por Redação
Sistema Cantareira pode secar em quatro meses, caso as chuvas continuem abaixo da média. Foto: Divulgação/Sabesp



O diretor metropolitano da Companhia Estadual de Saneamento Básico  de São Paulo (Sabesp), Paulo Massato Yoshimoto, alertou ontem (27) que a empresa poderá adotar o sistema de rodízio de cinco dias por semana sem água, caso não aumente o volume de chuvas no Sistema Cantareira.
A decisão será tomada somente em situação extrema. “Se as chuvas insistirem em não cair teremos de fazer um rodízio muito pesado para ter uma economia necessária e não deixar que o nível continue caindo como está”, disse durante visita a Suzano, ao lado do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Massato afirmou que a engenharia da Sabesp está atenta: havia um planejamento feito em dezembro de 2013 para aguardar as chuvas do verão. Estas não aconteceram. Mesmo assim, o uso planejado evitou que a água acabasse no ano passado. “Nós nos preparamos para passar o outono e o inverno. Esperávamos que a partir de outubro, na primavera, ocorressem as precipitações mínimas históricas. Só que o ano hidrológico 2014-2015 está sendo mais crítico do que o anterior”.
Sobre a disponibilização de uma lista com horários e locais que apresentem diminuição da pressão na rede de abastecimento no site da empresa a partir da semana passada, Massato explicou que a manobra, que provoca falta de água em diferentes regiões da cidade – feita somente de madrugada -, passou a ser informada durante o dia. “Passamos a informar desde o momento em que a medida passou a ser adotada também à tarde. Está atingindo toda a região metropolitana de São Paulo. Se os órgãos reguladores chegarem à conclusão de que temos que retirar menos água do que estamos retirando teremos que adotar o rodízio”.
O governo do Estado entregou hoje a ampliação da transferência de água do córrego Guaratuba para o Sistema Alto Tietê. A obra foi executada em pouco mais de dois meses pela Sabesp e vai permitir o aumento do volume de água armazenado nesse sistema. O Alto Tietê abastece parte da zona leste e os municípios de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá e Suzano, além de parte de Mauá, Mogi das Cruzes e Santo André. O córrego nasce na Serra do Mar e deságua em Bertioga, no litoral paulista. Atualmente são transferidos para a região metropolitana 500 litros por segundo e – com a obra – esse volume dobrará. A obra começou em 5 de novembro e foram investidos R$ 8 milhões.
“O Sistema Alto Tietê é central para nós porque precisa ter água, capacidade de tratar e de distribuir. Aqui, no Alto Tietê, [o volume equivalia a] 5 metros cúbicos por segundo, aumentamos para 15 metros cúbicos e estamos produzindo 10 metros por falta de água. Aí vem o grande trabalho que a Sabesp está fazendo que é trazer água do Sistema Billings para o Alto Tietê. Trouxemos 5 metros [cúbicos de fluxo] e agiremos nos dois sistemas mais preocupantes afetados pela seca: o Alto Tietê e o Cantareira”, ressaltou o governador Geraldo Alckmin.
Segundo ele, parte da Billings é enviada para o Guarapiranga e o Alto Tietê, onde é tratada e distribuída. “Estamos estudando trazer o Rio Grande ou o Rio Pequeno para cá [para aumentar a] capacidade de tratar e distribuir. Parecia mais viável o Rio Grande, hoje estamos avaliando também o Rio Pequeno”. Ele não deu prazos para que as medidas entrem em prática.
Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil.
Publicado no Portal EcoDebate, 28/01/2015


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

"Era FHC" - a regressão do trabalho
O LIVRO 

Recorde de desemprego, corrosão dos salários, avanço da informalidade e desmonte da legislação trabalhista. Se os anos 80 marcaram a “década perdida” da economia, os anos 90 devem entrar para a história como a “década maldita” do ponto de... Ler mais http://pt.calameo.com/books/00053261114a304bdda59


I Encontro Regional pelo Direito à Comunicação de PE já tem data

Escrito por: Redação
O evento, que preparará os participantes para o 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), será realizado entre 12 e 14 de março, em Recife











O Comitê Pela Democratização da Comunicação de Pernambuco já definiu a data do I Encontro Regional pelo Direito à Comunicação: de 12 a 14 de março, em Recife-PE. O evento tem o objetivo de preparar os participantes para os debates do 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), que será realizado nos dias 10, 11 e 12 de abril, em Belo Horizonte (MG).
O 2º ENDC reunirá militantes de movimentos sociais, sindicais, estudantes, ativistas e cidadãos/cidadãs interessados/as no direito à comunicação. A data e o local escolhidos colocam o encontro no calendário de eventos da Semana Estadual pela Liberdade de Expressão, pela Democratização dos Meios de Comunicação e pelo Direito à Informação, instituída pela Lei Estadual 20.818/13.
Embora a programação ainda não esteja definida, o encontro abordará temas como a política de comunicação no Brasil, a urgência de um novo marco regulatório das comunicações e a necessidade de fortalecimento dos meios de comunicação do campo público, incluindo as emissoras comunitárias, entre outros. Além de discutir temas importantes sob a perspectiva da comunicação como direito humano, o encontro visa, essencialmente, estabelecer redes e fortalecer os mais diversos movimentos em prol da comunicação, objetivando potencializar o espectro de ação dos diversos atores e a capacidade de intervir na formulação de políticas públicas.
Em breve serão disponibilizadas mais informações, assim como o link para a inscrição no evento. 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Monumento Cultural:
Templo no Camboja e o maior monumento religioso do mundo.
Património Mundial da UNESCO


Nome oficial : Angkor
O nome moderno , Angkor Wat, significa " Temple City" ou " Cidade dos Templos "

Angkor Wat ( Khmer : អង្គរវត្ត ) foi o primeiro a hindu, mais tarde, um budista, complexo do templo no Camboja e o maior monumento religioso do mundo. O templo foi construído pelo Khmer rei Suryavarman II no início do século 12 em Yasodharapura ( Khmer : យសោធរបុរៈ , atual Angkor) , a capital do Império Khmer, como seu templo estado e eventual mausoléu. Rompendo com a tradição Shaiva dos reis anteriores , Angkor Wat foi em vez dedicado a Vishnu. Como o templo melhor - preservado no local , é o único que restou com importante centro religioso desde a sua fundação . O templo está no topo do alto estilo clássico da arquitetura Khmer. Tornou-se um símbolo do Camboja , [1] aparecendo em sua bandeira nacional, e é a atração principal do país para os visitantes.

Angkor Wat combina dois planos básicos de arquitetura Khmer templo : o templo - montanha eo templo galleried depois, baseado na arquitetura Dravidian cedo, com recursos importantes como o jagati . Ele é projetado para representar Mount Meru , a casa dos devas da mitologia hindu : dentro de um fosso e uma parede exterior 3,6 km (2,2 km ) de comprimento são três galerias retangulares , cada levantada acima da próxima . No centro do templo ergue-se um quincunx de torres . Ao contrário da maioria de templos de Angkorian , Angkor Wat é orientada para o oeste; estudiosos estão divididos quanto ao significado desta . O templo é admirado pela grandeza e harmonia da arquitetura, suas extensas baixos-relevos , e para os numerosos devatas adornam suas paredes .  Fonte:  http://en.wikipedia.org/wiki/Angkor_Wat



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Aécio Neves age para defender aliado citado em depoimento da Lava Jato


Por Redação | Foto:Marcus Desimoni/Nitro

O senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), vem atuanto para defender o também senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais e um de seus maiores aliados. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Na última semana, outra reportagem da Folha revelou que Anastasia teria sido citado em depoimento do policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, investigado pela Operação Lava Jato. Careca teria dito que entregou R$ 1 milhão para Anastasia, a pedido do doleiro Alberto Youssef, em 2010.
Aécio fez chegar ao advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, uma consulta sobre se o doleiro deu dinheiro a Anastasia. Na próxima segunda-feira (12), a defesa do doleiro vai apresentar à Justiça uma petição isentando o tucano.
Para defender Anastasia, seus aliados utilizam o argumento de que a Justiça não deu a Careca o benefício da delação premiada.


   Hipocrisia à parisiense


Na primeira fila da marcha pela “Liberdade Expressão”, convocada pelo primeiro-ministro francês, governantes com as mãos manchadas por censura, prisões arbitrárias e agressão a comunicadores
Por Vinicius Gomes, na Revista Fórum
Na esteira do assassinato de 12 pessoas na última quarta-feira (7) em Paris, entre elas dois policiais franceses e dez funcionários da publicação semanal satírica Charlie Hebdo, as ruas de diversas cidades francesas foram tomadas por quase 4 milhões de pessoas nesse domingo (11) que marcharam em solidariedade às vítimas e suas famílias e contra o terrorismo e pela defesa da liberdade de expressão. Em Paris, a manifestação contou com a presença de dezenas de líderes mundiais andando de braços cruzados em nome desses valores. Visualize aqui um rápido “quem-é-quem” de alguns dos que participaram.
A hipocrisia pela demonstração de solidariedade às vítimas inocentes da Charlie Hebdopoderia, por exemplo,ser apontada logo de cara com a presença do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que há menos de seis meses causou a morte de mais de duas mil pessoas em Gaza, cerca de 500 delas sendo crianças; mas como a organização internacional Repórteres Sem Fronteiras escreveu, eles ficaram “estarrecidos pela presença de líderes de países onde jornalistas e blogueiros são sistematicamente perseguidos” – citando alguns como o primeiro-ministro da Turquia, os ministros de relações exteriores do Egito, da Rússia, da Argélia e dos Emirados Árabes, além do presidente do Gabão.
Porém, um estudante da London School of Economics foi mais além: Daniel Wickhampostou uma série de tuítes dando nome aos bois daqueles que andavam de braços cruzados em nome da liberdade de expressão, quando em seus próprios países eles não parecem tão preocupados em defendê-la – fato esse que não pode ser classificado como nada menos do que um show de hipocrisia. Sendo que a mais flagrante foi a condenação de Raif Badawi, um blogueiro saudita, por “insultar o islã“: 10 anos de prisão e 1.000 chibatadas em público, ao longo de 20 semanas – as primeiras 50 foram dadas na sexta-feira (9), dois dias antes de o embaixador da Arábia Saudita marchar com outros defensores da liberdade de expressão.
Confira abaixo a lista de Wickham, apontando 21 líderes mundiais e fervorosos defensores da liberdade de imprensa e expressão:
1) Rei Abdullah, da Jordânia, que no ano passado sentenciou um jornalista palestino a 15 anos na prisão com trabalhos forçados
2) Primeiro-Ministro Davutoglu, da Turquia, que prende mais jornalistas do que qualquer outro país no mundo
3) Primeiro-Ministro Netanyahu, de Israel, cujas forças [armadas] mataram 7 jornalistas em Gaza no ano passado (ficando atrás apenas da Síria)
4) Ministro das Relações Exteriores Shoukry, do Egito, que além de prender jornalistas da Al Jazeera, deteve também o jornalista Shawkan por cerca de 500 dias
5) Ministro das Relações Exteriores Lavrov, da Rússia, que no ano passado prendeu um jornalista por “insultar um funcionário do governo”
6) Ministro das Relações Exteriores Lamamra, da Argélia, que prendeu o jornalista Abdessami Abdelhai por 15 meses sem julgamento
7) Ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes, que em 2013, manteve um jornalista incomunicável durante um mês
8) Primeiro-Ministro Jomaa, da Tunísia, que recentemente prendeu o blogueiro Yassine Ayan por 3 anos, por ter “difamado o exército”
9) Os primeiro-ministros da Georgia e Bulgária, ambos países que têm um histórico deatacar e bater em jornalistas
12) Secretário-Geral da Otan, que ainda precisa ser responsabilizada pelo bombardeio e assassinato deliberado de 16 jornalistas sérvios em 1999
14)  Ministro das Relações Exteriores de Bahrein, segundo maior país que prende jornalistas no mundo (e também os torturam)
15) Xeique Mohamed Ben Hamad Ben Khalifa Al Thani, do Qatar, que condenou um homem por 15 anos por escrever o “Poema do Jasmim” - que criticava os governos do Golfo Pérsico no pós-Primavera Árabe
16) Presidente Mahmoud Abbas, da Autoridade Palestina, que prendeu diversos jornalistas em 2013 por “insultá-lo” no Facebook
17)  Primeiro-Ministro Cerar, da Eslovênia, que condenou um blogueiro a seis meses de prisão por “difamação”, em 2013
18) Primeiro-Ministro Enda Kenny, da Irlanda, onde “blasfêmia” é considerado um crime


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

POR 
 ON 13/01/2015CATEGORIAS: CAPAGEOPOLÍTICAMUNDO


Autoria do atentado de Paris é suspeita. Mas ele certamente serve aos que pretendem atiçar as novas guerras “civilizatórias” do Ocidente
Por Manlio Dinucci, no Il Manifesto | Tradução: Antonio Martins | Imagem: Guido ReniArcângelo Miguel (1636)
Movem-se e disparam como verdadeiros comandos. Nada de rajadas, para não desperdiçar munição. Apenas um ou dois disparos em cada vítima, como o policial já ferido e liquidado no chão, com um só tiro, pelo assassino que passa a seu lado, volta ao carro e, antes de subir, recolhe com toda calma um tênis – que poderia servir de prova, por meio de análise do DNA.
No entanto, quando estes mesmos indivíduos, depois de darem mostra de uma preparação digna de um comando de forças especiais, mudam de veículo, “esquecem” no primeiro auto – segundo a versão da polícia – um documento de identidade. E assim, assinam oficialmente o atentado. Em poucas horas, o mundo inteiro conhecerá seus nomes e suas biografias: “dois delinquentes de pouca envergadura, radicalizados, conhecidos pela polícia e serviços de inteligência franceses”.
Diante dos fatos que estão sendo definidos como “o 11 de Setembro da França”, não é possível deixar de recordar o sucedido no 11 de Setembro norte-americano, quando – apenas algumas horas após o atentado contra as Torres Gêmeas – circularam os nomes e biografias das pessoas designadas como autores do atentado e integrantes da Al Qaeda. Também nos Estados Unidos, quando o presidente Kennedy foi assassinato, o suposto assassino foi descoberto de imediato. E algo idêntico ocorreu na Itália, no massacre da Piazza Fontana. É perfeitamente legítima, portanto, a suspeita de que, por trás do atentado ocorrido na França, possa estar o longo braço dos serviços secretos.
Os dois supostos autores da matança de Paris, se são precisas suas biografias, pertencem ao mundo subterrâneo criado pelos serviços secretos ocidentais – inclusive os da França –, que em 2011 financiaram, treinaram e armaram, na Líbia, diversos grupos islâmicos, pouco antes qualificados de terroristas.
Entre estes grupos, encontravam-se precisamente os primeiros núcleos do futuro Emirado Islâmico (ISIS). Segundo uma investigação do New York Times publicada em março de 2013, os serviços secretos ocidentais ofereceram-lhes armamento através de uma rede organizada pela CIA. Depois de haverem participado da derrubada de Muamar Kadhafi, foram enviados à Síria, para tentar derrocar o presidente Assad e posteriormente para atacar o Iraque, no momento exato em que o governo de Al-Maliki afastava-se do Ocidente e se aproximava de Pequim e Moscou.
O Emirado Islâmico, nascido em 2013, recebe financiamento da Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e Turquia, países que além disso facilitam – junto com a Jordânia – o trânsito do grupo através de seus territórios. E não se deve esquecer que os países mencionados são, todos, aliados muito próximos dos Estados Unidos e demais potências ocidentais, incluindo a França. Isso não significa que a massa dos membros dos grupos islamitas, que frequentemente provêm de distintos países ocidentais, tenham consciência desta cumplicidade. De qualquer maneira, é altamente provável que se escondam, atrás dos terroristas, agentes secretos ocidentais e árabes, especialmente treinados na realização deste tipo de operações.
Enquanto se esperam novos elementos capazes de esclarecer a verdadeira origem do massacre perpetrado na França, parece lógico perguntarmos: Quem se beneficia com tudo isso?
A resposta pode ser deduzida do que declarou Nicolas Sarkozy, o mesmo que – quando presidente da França – foi um dos principais artífices do respaldo aos grupos islâmicos que participara na guerra de agressão à Líbia. Sarmkozy qualificou o atentado de Paris como uma “guerra declarada contra a civilização, que tem a responsabilidade de se defender”.
Busca-se assim convencer a opinião pública de que o Ocidente está em guerra contra aqueles que querem destruir a “civilização”. Implica que o Ocidente representa a “civilização” e, por isso, precisa defender-se, ampliando suas forças militares e enviando-as a todos os lugares onde surja esta “ameaça”.
Trata-se, assim, de converter a dor das massas pelas vítimas do massacre em mobilização a favor da guerra. O Davi, coberto em Florença com um véu negro, em sinal de luto, está chamado agora a empunhar a espada na nova "Santa" Cruzada.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Secretaria de Saúde leva atendimento domiciliar à pacientes de Xinguara

Sem sair de casa, o aposentado Adson Silva, recebe o acompanhamento das equipes de saúde de Xinguara, há cerca de um ano ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e desde então possui limitações físicas e precisa de acompanhamento. Nesta terça-feira (6), ele recebeu a equipe de saúde do Posto de Saúde da Família, Marajoara I.
Durante o atendimento a enfermeira, Eliane Galvão, aferiu a pressão arterial e passou orientações quanto à rotina do paciente. “Ele é hipertenso fazemos um trabalho de acompanhamento para que seja estabilizado” afirmou. A visita também foi acompanhada pela agente comunitária, Cleia Sousa.
O filho do aposentado, Jadson Costa, afirma que além da visita da equipe do PSF, seu Adson também recebe em casa o atendimento de um fisioterapeuta, fonoaudiólogo, entre outros profissionais da saúde. “Ainda bem que podemos contar com essa prestação de serviço, além disso, quando necessito levá-lo ao hospital para consultas um veículo da prefeitura realiza o transporte” declara.
O atendimento faz parte das ações da Secretaria de Saúde, que disponibiliza equipes de visita nas oito unidades de saúde do município, além dos atendimentos domiciliares realizados por profissionais do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), e do Programa Melhor em Casa.
“Esse serviço é importante para a manutenção e melhora da saúde dos pacientes que não possuem condições físicas de locomoção até as unidades de saúde. Somando o trabalho de todas as equipes, realizamos por mês, cerca de 600 atendimentos domiciliares” declarou Janaina Pereira, secretária de Saúde.
Para intensificar os atendimentos, em 2014 a Prefeitura Municipal adquiriu novos veículos para as visitas, no mês de outubro, implantou o Programa Melhor em Casa, que hoje conta com duas equipes. “Proporcionar condições de trabalho às equipes e aderir a programas que tragam benefícios a nossa população são sem dúvidas ações que valorizam os nossos pacientes. É assim que estamos trabalhando com a saúde pública em Xinguara, a nossa gestão sempre defendeu a bandeira de ofertar mais qualidade de vida a todos” declarou Osvaldinho Assunção, prefeito.
Ações que também trouxeram mais saúde para  Antônia, aos 65 anos, ela recebe constantemente a visita. As equipes iniciaram o atendimento domiciliar a 1 ano e meio quando a aposentada com complicações de diabetes teve uma das pernas amputadas. “Essas pessoas que nos visitam além das orientações médicas, remédios, nos trazem também alegria e ânimo, são verdadeiros anjos”, desabafou a aposentada. - http://www.xinguara.pa.gov.br/



sábado, 3 de janeiro de 2015

JORNALISMO POLÍTICO
Reciclando a cobertura política
Por Luciano Martins Costa em 02/01/2015 na edição 831
Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 2/1/2015 
Os principais jornais do país capricham na cobertura da cerimônia de posse da presidente da República, Dilma Rousseff, em seu segundo mandato. A reinauguração do governo petista mereceu nas edições de sexta-feira (2/1) um pouco mais de volume e densidade noticiosa do que a primeira posse de Dilma, em janeiro de 2011.
A própria imprensa faz algumas comparações com o evento de quatro anos atrás, mas aproveita a chance para explorar o escândalo da Petrobras e as dificuldades contábeis do governo.
Em 2011, Dilma assumiu com a fama de boa gestora, de uma “gerentona” rigorosa, mas, em termos políticos, a imprensa havia tentado colar nela a depreciativa nominação de um “poste” plantado pelo seu antecessor, o ex-presidente Lula da Silva. Duvidava-se de que seria capaz de dominar o complicado jogo das alianças que condiciona o exercício do poder em Brasília.
Na nova versão, a imprensa reconhece que a presidente implantou sua marca pessoal, distanciando-se da matriz onde nasceu sua candidatura, e procura explorar supostas divergências entre ela e seu mentor. Assim, o noticiário passa ao leitor a ideia de que Dilma sofre pressões do grupo político liderado por Lula da Silva, por admitir uma receita próxima do ideário tido como neoliberal para superar o déficit circunstancial no Tesouro e indicadores negativos em alguns aspectos da economia.
De passagem, aqui e ali alguns artigos e editoriais afirmam que as primeiras medidas anunciadas pelo Planalto contradizem promessas de campanha, embora algumas delas venham a atender recomendações da iniciativa privada vocalizadas pela própria mídia. Mas o que chama mais atenção na cobertura da posse é a diminuição do protagonismo da oposição nos cenários desenhados pelos jornalistas.
Basicamente, os jornais dedicam aos representantes oposicionistas apenas frases esparsas, negando-lhes a oportunidade de expor com clareza o que pensam dessa passagem do poder em um governo vergastado pelo escândalo da Petrobras e acossado por dificuldades nas contas públicas.
“Oposição selvagem”
A leitura cuidadosa dos três principais diários de circulação nacional mostra uma diminuição do espaço concedido rotineiramente aos representantes mais destacados da oposição. Seria um sintoma de que a imprensa hegemônica estaria recolhida para tratar as cicatrizes de mais uma derrota nas urnas? Ou a ausência de declarações retumbantes seria resultado simplesmente da falta do que dizer?
Para analisar o discurso predominante na mídia, é preciso observar as expressões que ancoram a mensagem central, e em geral esse processo de indução a certa interpretação dos fatos pode ser observado a partir de alguns pontos fixos: a manchete, um editorial e um ou dois artigos; também se pode acrescentar, eventualmente, a leitura de notas implantadas nas colunas de política para complementar essa constatação.
Assim, pode-se observar que os jornais procuram relacionar o discurso da posse presidencial ao reempacotamento de um velho produto, ou seja, tentam grudar no governo que se inaugura uma etiqueta de validade vencida. Além disso, os textos insistem em demonstrar um distanciamento entre a presidente que assume o segundo mandato e o ex-presidente que a lançou na carreira política.
O fato de o ex-presidente Lula da Silva ter participado discretamente da cerimônia de posse é apresentado como sinal de que alguma coisa não vai bem nas relações entre eles. Para complementar essa versão, usa-se o artifício das notas curtas que relatam descontentamentos nas bases do partido com algumas nomeações para o ministério.
Também é interessante observar como os jornais reduziram as citações do senador Aécio Neves, que até a semana passada era apresentado como líder da oposição. Até o cariocaO Globo, que nunca negou respaldo ao senador mineiro, o coloca em segundo plano. O personagem principal da oposição, na nova versão da imprensa, é o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Estado de S. Paulo dedica um longo texto à disputa entre os dois, mas afirma que Aécio personifica uma “oposição selvagem”, lembra que sua passagem pelo Senado foi pouco expressiva, enquanto apresenta Alckmin como o nome natural para disputar a presidência em 2018. Já a Folha de S. Paulo praticamente ignorou o senador mineiro.
Terá mudado a imprensa ou a política?
Nem uma coisa nem outra: o que parece novo é apenas material reciclado.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Dilma elege a educação como “a prioridade das prioridades” do segundo mandato
 
Dilma durante a posse em Brasília – Foto: Marcelo Carmargo/Agência Brasil
Agência Brasil
A presidente Dilma Rousseff disse na cerimônia de posse no Congresso Nacional, que o lema do novo governo será “Brasil: pátria educadora”.
Ela caracterizou o lema como simples, direto e que reflete com clareza qual será a prioridade do governo, além de sinalizar o setor para o qual devem convergir os esforços de todas as suas áreas.
“Estamos dizendo que a educação será a prioridade das prioridades, mas também que devemos buscar em todas as ações do governo um sentido formador, uma prática cidadã”, explicou, ao acrescentar que só a educação liberta um povo e abre portas para o futuro.
Dilma defendeu um ensino de qualidade em todos os níveis de formação e para todos os segmentos da sociedade. A presidenta destacou que a expectativa é que, ao longo deste novo mandato, o setor comece a receber volumes mais expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo e da exploração da camada pré-sal.
“Buscaremos, em parceria com os estados, efetivar mudanças curriculares e aprimorar a formação dos professores” disse, ao avaliar ser esta uma área frágil no sistema educacional brasileiro. A presidenta prometeu dar atenção especial ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e ao Programa Jovem Aprendiz. “O Brasil vai continuar como país líder no mundo em políticas sociais transformadoras”.

Por Agência Brasil
Ministros do novo governo de Dilma


Ministério da Economia
 Joaquim Levy
Joaquim Levy é PhD em economia pela Universidade de Chicago, famosa pela defesa do liberalismo econômico. Antes da nomeação, atuava como diretor do Bradesco. Levy trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Interamericano de Desenvolvimento. No Brasil, foi secretário do Tesouro Nacional entre 2003-2006, durante o governo Lula. Na época, chegou a entrar em confronto com a própria Dilma, que era ministra da Casa Civil, quando fez parte de uma equipe do Ministério da Fazenda que recomendou controle de gastos públicos e limite a despesas de programas sociais. Após sair do governo, foi secretário do Estado da Fazenda do Rio, durante o primeiro mandato do governador Sérgio Cabral. Em 2012, apareceu em fotos divulgadas por Anthony Garotinho para criticar o governo Cabral. As fotos, feitas em 2009 em Paris, mostravam Cabral e vários membros do governo, entre eles Levy, ao lado do empresário Fernando Cavendish, o dono da construtora Delta acusado de corrupção. Levy saiu do governo Cabral em 2010 após defender cortes de gastos públicos e, por isso, entrar em atrito com o governo.
Banco Central do Brasil
- Alexandre Tombini (sem filiação)
Alexandre Tombini é um dos ministros que Dilma decidiu manter no governo. Ele foi nomeado presidente do Banco Central em 2010 e continua no cargo desde então. Tombini é economista, com PhD pela Universidade de Illinois. Antes de ser nomeado para o BC, atuou como assessor no Ministério da Fazenda e foi o representante brasileiro no Fundo Monetário Internacional (FMI). Durante seu período no BC, foi responsável pela política de diminuição de juros, com a taxa Selic chegando a 7,25% em 2012. No entanto, recebeu fortes críticas pela forma como o Banco Central estava controlando a inflação, que voltou a subir nos últimos anos.
Ministério do Planejamento
 - Nelson Barbosa (sem filiação),
Nelson Barbosa é economista e professor da FGV, com Ph.D pela New School for Social Research, de Nova York. Ele já exerceu diversos cargos na esfera pública, com passagens pelo Banco do Brasil, BNDES e Ministério da Fazenda. Seu último cargo público foi de secretário-executivo no Ministério da Fazenda, entre 2011-2013. Barbosa já está trabalhando com Dilma desde novembro, quando foi nomeado assessor especial para fazer a transição de política econômica ao lado do futuro mininstro da Fazenda, Joaquim Levy. Barbosa disse que trabalhará para adequar o orçamento no ano que vem e aumentar as taxas de investimento e produtividade da economia.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
- Armando Monteiro (PTB-PE),
Formado em Administração e Direito, Armando Monteiro atua na política desde 1990. É atualmente senador pelo Estado de Pernambuco e foi eleito por três vezes deputado federal. Em 2014, disputou as eleições para o governo de Pernambuco, mas foi derrotado. No setor industrial, foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre 2002-2010. Sua passagem pela CNI faz com que seja visto com reservas pelo setor sindical.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Kátia Abreu (PMDB-TO),
Atualmente senadora pelo Tocantins, Kátia Abreu entrou no mundo do agronegócio após a morte de seu marido em um acidente de avião, em 1987. Hoje, é uma das maiores pecuaristas do país. Entrou para a política em 1998, eleita deputada pelo extinto PFL. Foi eleita senadora em 2006, e reeleita no ano passado. Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu se tornou líder da bancada ruralista no Congresso e é conhecida pela defesa de posições polèmicas sobre as políticas ambientais, reforma agrária e demarcação de terras indígenas. Em 2010, durante os acalorados debates do Código Florestal, foi apelidada de "Miss Desmatamento" pela ONG Greenpeace. Kátia Abreu fez oposição ao governo Lula, mas se aproximou do PT durante o governo Dilma após deixar o DEM (ex-PFL) em 2011. Atualmente, está no PMDB.
  Helder Barbalho (PMDB-PA),
Helder Barbalho é filho de Jader Barbalho, importante cacique político do PMDB do Pará que foi senador – e teve que renunciar ao mandato envolvido em acusações de corrupção. Um dos mais jovens ministros nomeados, Helder foi vereador e deputado estadual e prefeito de Ananindeua, região metropolitana de Belém. Este ano, disputou as eleições para o governo do Pará, mas foi derrotado por Simão Jatene. Além da trajetória política, ele apresenta um programa de rádio em uma emissora local.
Ministério da Educação
Cid Gomes (PROS-CE),
Governador do Ceará, está encerrando seu segundo mandato. Em outubro de 2013, Cid Gomes e seu irmão Ciro Gomes deixaram o PSB para entrar no recém-criado PROS. A troca ocorreu porque não concordavam com o rompimento com o governo federal e a candidatura própria do PSB à Presidência, com Eduardo Campos. Cid afirmou que se manteria fiel à presidente Dilma Rousseff e trabalhou na reeleição da petista. O Programa de Alfabetização na Idade Certa, que desenvolveu como prefeito de Sobral (1997 a 2004), inspirou o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa, do governo federal. Logo após ser nomeado, 
Cid afirmou que a prioridade à frente do Ministério da Educação será o ensino médio. O PROS obtém com a nomeação de Cid um ministério que era comandado por nomes do PT desde o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
 Aldo Rebelo (PCdoB),
Jornalista e deputado federal eleito por cinco mandatos consecutivos, comandou o Ministério do Esporte por três anos, de outubro de 2011 até agora. No período, entrou em atrito com a Fifa e a organização da Copa do Mundo no Brasil – que, ao fim, foi considerada um evento bem sucedido. Em seu trabalho legislativo, foi relator do novo Código Florestal, quando foi bastante criticado por ambientalistas. À frente do Ministério de Ciência e Tecnologia, provavelmente deverá se envolver outra vez no debate com esse setor em questões como os incentivos às pesquisas e ao desenvolvimento de soluções para o Brasil enfrentar as consequências do aquecimento global.
Jaques Wagner (PT-BA),
Jaques Wagner está na política desde o final da década de 1960, quando atuava no movimento estudantil. Foi perseguido pela ditadura militar e se tornou um dos fundadores do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Durante o governo Lula, foi ministro do Trabalho e assumiu a Secretaria de Relações Institucionais em meio à crise do mensalão. Wagner foi eleito governador da Bahia em 2006, foi reeleito e conseguiu, em 2014, eleger o seu sucessor, o também petista Rui Costa.
Ministério das Cidades
Gilberto Kassab (PSD-SP),
E o ex-prefeito de São Paulo chegou à Esplanada dos Ministérios. Gilberto Kassab fundou o PSD em 2011, deixando o DEM e a oposição. Com ele, migraram muitos de seus partidários em direção à base aliada. Ex-opositor ao PT, reforçou o governo no Congresso nos últimos anos. Hoje o PSD tem 45 deputados federais. Apesar de ter perdido cadeiras nas últimas eleições – elegeu 37 em outubro –, continuará como uma grande força na Câmara, sendo a quarta maior bancada da Casa, atrás de PT, PMDB e PSDB.
Ministério de Minas e Energia
Eduardo Braga (PMDB-AM),
O líder do governo no Senado substituirá Edison Lobão. O senador tem bom trânsito com a ala rebelde do PMDB, bastante ativa neste ano eleitoral. Durante os últimos dois anos, Eduardo Braga foi o responsável pela articulação política entre o Planalto e o Senado. Entre os projetos em que atuou pela vitória do governo, destaca-se a aprovação do Código Florestal. Governador do Amazonas de 2003 a 2010, acabou derrotado em 2014 pelo atual governador
Ministério do Esporte
George Hilton (PRB-MG),
O PRB foi trocado da Pesca para o Esporte, que era há 12 anos comandado pelo PCdoB, deslocado para a pasta de Ciência e Tecnologia. George Hilton está em seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados e, na página da Casa, tem como profissões: radialista, apresentador de televisão, teólogo e animador. Ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, George Hilton comandará uma pasta que continuará sob os holofotes com a aproximação da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.
Ministério do Turismo
Vinícius Lages (PMDB-AL),
Vinícius Lages é doutor em sócio-economia na França e, antes de entrar para o governo, atuava na gerência do Sebrae. Assumiu o Ministério do Turismo em março de 2014, quando a presidente Dilma fez uma reforma ministerial para permitir que ministros saíssem do governo para disputar as eleições. Uma escolha técnica, já que foi representante no Conselho Nacional do Turismo entre 2003 e 2007, a nomeação de Lages irritou o PMDB, que boicotou a posse em março. No entanto, Lages contou com o apoio de um dos principais nomes do partido, o senador Renan Calheiros, e é hoje filiado ao próprio PMDB.
Secretaria de Portos
Edinho Araújo (PMDB-SP),
Edinho Araújo comandará a secretaria especial com status de ministério criada em 2007. O deputado federal – reeleito para seu quarto mandato – é um nome do grupo do vice-presidente da República, Michel Temer, no PMDB paulista. Vice-líder do partido na Câmara, relatou a lei que criou a Comissão nacional da Verdade.
Secretaria de Aviação Civil
Eliseu Padilha (PMDB-RS),
O vice-presidente Michel Temer abriu mão de ter na pasta com status de ministério Moreira Franco, mas obteve a nomeação de um dos seus aliados mais próximos: Eliseu Padilha. Membro do partido deste 1966, quando ainda era MDB, atualmente, Eliseu Padilha comandava a Fundação Ulysses Guimarães. O nome do novo ministro enfrentou resistência do Planalto, 
conforme noticiou o G1. O peemedebista foi ministro dos Transportes de Fernando Henrique Cardoso, de 1997 a 2001, quando deixou a pasta após ser acusado de receber propina. O processo foi arquivado. Nas campanhas presidenciais de 2002 e 2006, apoiou o PSDB. Neste ano, atuou fortemente no Rio Grande do Sul, pela reeleição de Dilma.
Secretaria de Igualdade Racial
Nilma Lino Gomes (sem filiação),
Nilma Gomes é pedagoga e socióloga, com doutorado pela Universidade de Coimbra, em Portugal. Em 2013, se tornou a primeira mulher negra a assumir o comando de uma universidade federal, quando se tornou reitora da Unilab, no Ceará. Antes disso, atuou na promoção da política de cotas da UFMG.
Controladoria-Geral da União
Valdir Simão (sem filiação),
Valdir Simão assume o lugar de Jorge Hage na Controladoria-Geral da União – o órgão responsável por fiscalizar os outros ministros e investigar denúncias de corrupção no governo. Escolha técnica, Simão é auditor de carreira na Receita Federal. Ele já trabalhou no governo Dilma, entre 2011 e 2013, como secretário-executivo do Ministério do Turismo.
Ministério dos Transportes
Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP),
Antonio Carlos Rodrigues é advogado e empresário. Vereador pelo quarto mandato consecutivo em São Paulo, ele assumiu, em 2013, uma vaga no Senado por ser suplente de Marta Suplicy. Rodrigues foi um dos principais articuladores do apoio do PR à candidatura de Dilma Rousseff. Em sua passagem pelo Senado, aprovou uma lei sobre a clareza das bulas de remédio
Na área de transportes, teve como experiência uma passagem pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). Em 2012, foi um dos nomes em um escândalo na Câmara Municipal em São Paulo, quando vereadores foram acusados de permitir que funcionários marcassem presença por eles nas votações, evitando assim o desconto por dia ausente. Ele nega a acusação.
Ministério da Integração Nacional
Gilberto Occhi (PP),
Gilberto Occhi é advogado e, atualmente, ocupa o cargo de ministro das Cidades. Filiado ao PP, ele passará ao Ministério de Integração Nacional. Occhi era funcionário de carreira da Caixa antes de entrar para o governo, passando por cargos no Espírito Santo, Sergipe, Alagoas, até chegar à vice-presidência de Governo do banco.
 Reportagem de ÉPOCA de março de 2014 mostra como o ministro se envolveu em um processo e teve que indenizar uma cliente da Caixa por constrangê-la.
Secretaria - Geral da Presidência da República
Miguel Rossetto (PT-RS),
Miguel Rossetto é sindicalista filiado ao PT do Rio Grande do Sul. Foi ministro do Desenvolvimento Agrário nos governos Lula e Dilma, e só deixou o ministério para atuar na campanha de reeleição de Dilma. A escolha de Rossetto é uma forma de Dilma tentar apaziguar os ânimos dos petistas após a nomeação da senadora Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura, já que, no Ministério do Desenvolvimento Agrário, adotou uma política voltada mais para os pequenos agricultores, e não pelo agronegócio.
Ministério do Desenvolvimento Agrário
Patrus Ananias (PT-MG),
Patrus Ananias é advogado e um dos fundadores do PT em Minas Gerais. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1997, deputado federal e ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Lula. Durante sua gestão, ficou responsável pela implementação do programa Bolsa Família. Em 2010, saiu do ministério para concorrer ao governo de Minas, mas perdeu para Antônio Anastasia (PSDB). Ananias tem proximidade com lideranças do PT, como o presidente Lula, e com movimentos sociais, como o MST.
Ministério das Comunicações
Ricardo Berzoini (PT-SP),
Ricardo Berzoini é engenheiro e deputado federal pelo PT por quatro mandatos consecutivos. Foi ministro da Previdência durante o governo Lula e depois assumiu o Ministério do Trabalho. Em 2005, foi eleito presidente nacional do PT. Durante a campanha eleitoral de Dilma, Berzoini foi um dos principais defensores da discussão da regulação da mídia, proposta que pode colocar em andamento no Ministério das Comunicações.
Ministério de Relações Institucionais
Pepe Vargas (PT-RS),
Pepe Vargas é médico e político filiado ao PT desde a década de 1980. Começou na carreira política ainda na ditadura, fazendo oposição aos militares no MDB. Filiou-se ao PT e foi eleito vereador, deputado estadual, federal e prefeito de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, entre 1997 e 2005. Foi ministro do Desenvolvimento Agrário por dois anos durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff.
Ministério da Previdência
Carlos Gabas (PT-SP),
Carlos Gabas é contador e funcionário de carreira do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Está no Ministério da Previdência desde o governo Lula, atualmente no cargo de secretário-executivo, mas já assumiu de forma interina, em algumas ocasiões, o Ministério. Gabas ganhou fama por um episódio inusitado com a presidente Dilma. Em 2013, Dilma driblou a segurança presidencial e saiu junto com Gabas para um passeio de moto em Brasília.
Ministério da Cultura
Juca Ferreira (PT-SP),
Juca Ferreira, 65 anos, é sociólogo e já assumiu a pasta entre 2008 e 2010 no governo Lula. Na época, com seu perfil polêmico, decidiu nomear Ana de Hollanda, apesar de um movimento no setor cultural que pleiteou o "Fica Juca". Antes de assumir o ministério, Juca havia sido secretário-executivo da pasta durante a gestão de Gilberto Gil, de 2003 e 2008. Em 2012, Ferreira foi nomeado secretário de Cultura da cidade de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad (PT).Juca vai assumir o lugar de Ana Cristina da Cunha Wanzeler, que ocupava o ministério de forma interina depois da saída da senadora Marta Suplicy (PT-SP). A ex-ministra, aliás, criticou a escolha de Juca Ferreira,
 
Ministério das Relações Exteriores
Mauro Vieira (sem filiação),
O diplomata Mauro Vieira foi uma das últimas novidades anunciadas pela presidente na reforma ministerial e assumirá a direção do Itamaraty.  Vieira é o atual embaixador do Brasil em Washington e troca de posto com o ministro Luiz Alberto Figueiredo, que está no cargo desde 2013 e deixa a Esplanada para assumir a embaixada brasileira nos EUA. Advogado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele já serviu no Uruguai, México e na França, além de ter atuado como chefe de gabinete do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.
Advocacia-Geral da União
Luís Inácio Adams (sem filiação),
O advogado foi reconduzido ao cargo que ocupa desde 2009, ainda durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele sucedeu José Antonio Dias Toffoli, que deixou o cargo para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Na AGU, Luís Inácio Adams atuou no recurso ao STF que pediu o corte dos supersalários do Legislativo e defendeu Lula da multa por fazer campanha para a então candidata Dilma Rousseff. Em 2012, passou por crise quando o nome de seu advogado-geral adjunto, José Weber Holanda, esteve envolvido nos escândalos da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.
Secretaria de Assuntos Estratégicos
Marcelo Neri (sem filiação),
Outro ministro reempossado, Marcelo Neri, ocupado o cargo desde março de 2013. Ele ocupou o cargo concomitantemente com a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) até 2014. Neri é PhD em economia pela Universidade de Princeton, mestre e bacharel em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e professor da Fundação Getulio Vargas. Seu livro "A Nova Classe Média"  foi indicado ao prêmio Jabuti de 2012.
Casa Civil
Aloizio Mercadante (PT-SP),
Aloizio Mercadante segue no comando da Casa Civil, posição que ocupa desde fevereiro de 2014. O ministro já liderou as pastas de Ciência, Tecnologia e Inovação de 2011 a 2012 e da Educação, quando substituiu Fernando Haddad (PT) para que o partidário disputasse a prefeitura de São Paulo. Anteriormente, Mercadante teve experiência legislativa. Foi senador pelo estado de São Paulo entre 2003 e 2010 e deputado federal pelo estado por dois mandatos (1991-1995 e 1999-2003).
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Tereza Campello (sem filiação),
A economista formada pela Universidade Federal de Uberlândia continuará no cargo que ocupa desde 1º de janeiro de 2011, no primeiro mandato da presidente Dilma, substituindo Patrus Ananias. Ela está em Brasília desde 2002, quando participou da equipe de transição do ex-presidente Lula. Durante os anos, atuou na Casa Civil e tocou projetos como Plano Nacional de Mudanças Climáticas e Territórios da Cidadania.
Secretaria de Comunicação Social
Thomas Traumann (sem filiação),
O jornalista é mais um dos ministros que Dilma decidiu manter no governo. Em fevereiro do ano passado, com a saída da ministra-chefe Helena Chagas, Thomas Traumann assumiu a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, tornando-se o responsável pela área de comunicação do governo. Natural do Paraná, Traumann deixou as redações de jornal em 2008 para trabalhar na área de assessoria de imprensa. Passou por alguns dos principais meios de comunicação do país, incluindo a Revista Época. Durante a cobertura do escândalo do mensalão, publicou a entrevista em que o então presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, detalhou como recebeu malas de dinheiro de Marcos Valério, a mando do PT. Traumann coordenou a assessoria de imprensa do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e foi assessor especial da Secom.
Gabinete de Segurança Institucional
José Elito Carvalho Siqueira (sem filiação),
O general José Elito Carvalho Siqueira permanece no cargo que garante a segurança pessoal da presidente, o vice, e seus familiares, além da guarda de palácios presidenciais. Aos 68 anos, ele continua também a ser referência para a eleita em assuntos militares e de segurança. Antes de assumir a pasta em 2011, foi chefe de Preparo e Emprego do Ministério da Defesa. Também comandou a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) em 2006 e 2007.
Secretaria de Direitos Humanos
Ideli Salvatti (PS-SC),
Ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) desde abril do ano passado, Ideli Salvatti continua no cargo no próximo governo. Antes de assumir o posto atual, Ideli comandou o Ministério da Pesca e Aquicultura, de janeiro a junho de 2011, quando foi deslocada para a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Lá permaneceu por quase três anos até ser removida para a SDH. Ex-senadora pelo PT de Santa Catarina, ela foi líder do governo no Congresso durante o governo do presidente Lula.
Ministério da Justiça
José Eduardo Cardozo (PT-SP),
O advogado José Eduardo Cardozo permanece no cargo que ocupa desde 2011, quando assumiu após ser um dos coordenadores da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Antes disso, o paulistano foi deputado federal por duas vezes, a última vez em 2006, e vereador pela capital paulista por três mandatos.
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Eleonora Menicucci (PT),
A professora e socióloga Eleonora Menicucci, atual ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM), no cargo desde 2012, continua no segundo mandato da presidente. Foi pró-reitora de extensão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) antes de atender o convite de Dilma para fazer parte do governo. Ex-companheira de cela da presidente nos calabouços da ditadura militar, afirmou, 
em entrevista a ÉPOCA em março do ano passado, que o governo da primeira mulher eleita presidente da República contribui para extinguir o machismo que ainda predomina no Brasil.

Ministério do Meio Ambiente
Izabella Teixeira (sem filiação),
A bióloga Izabella Teixeira permanece no comando do Ministério do Meio Ambiente. Ela assumiu, em 2010, após a Carlos Minc deixar o cargo para concorrer a uma vaga de deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Formada em biologia pela Universidade de Brasília e funcionária de carreira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), durante sua gestão, ocorreu a aprovação do Novo Código Florestal e a construção da Usina de Belo Monte, ações que foram duramente criticadas por organizações ambientalistas. Em compensação, o país registrou as menores taxas de desmatamento da Amazônia Legal.
Ministério do Trabalho e Emprego
Manoel Dias (PDT),
Atual ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias será mantido no cargo pela presidente Dilma Rousseff. Com isso, o PDT, partido que ajudou a fundar com Leonel Brizola, seguirá a tradição de comandar a pasta. Catarinense, Dias assumiu o cargo em março de 2013, quando entrou para substituir Brizola Neto. Desde então, enfrentou denúncias de irregularidas no Ministério. Ele sempre negou as suspeitas e foi mantido no cargo sem que nenhuma denúncia fosse apresentada formalmente à Justiça. Atualmente é secretário-geral do PDT e presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, de estudos políticos.
Ministério da Saúde
Arthur Chioro (PT-SP),
O ministério da Saúde também terá continuidade de gestão. O médico Arthur Chioro permanece na direção da pasta. Professor universitário, com mestrado e doutorado em saúde coletiva nas universidades de Campinas e São Paulo, assumiu o cargo interinamente após a saída de Alexandre Padilha, que concorreu ao governo de São Paulo nas eleições de 2014. Em sua gestão, aprofundou e implementou o programa Mais Médicos e ampliou as leis de combate ao fumo, proibindo fumo em muitos lugares públicos.
Secretaria da Micro e Pequena Empresa
Guilherme Afif Domingos (PSD),
O empresário continua no ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que chefia desde a criação do órgão em 2013. Entre 2011 e 2014 foi vice-governador do Estado de São Paulo. Afif foi deputado federal constituinte, ex-presidente do Conselho do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e por duas vezes presidente da Associação Comercial de São Paulo. Ele também tentou concorrer a cargos eletivos, foi candidato ao Senado por duas vezes, a última em 2006, e concorreu à Presidência da República em 1989.